sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Casa-Palavra




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Germinam em mim
Palavras colhidas,
Suavemente
Retidas
Para uma dança
De sentires.

Como raízes
Ficam
Ecoando
A sua essencialidade perene...

Os olhos à espera
No toque mágico
Das palavras,
No seu transporte de eternidades!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Ingrid Tusell


quarta-feira, 9 de maio de 2018

O Piano Toca Saudade da Minha Mãe



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Já vem eu, mãe, com a minha tecla do piano repetida de minha eterna saudade de ti. Ultimamente o tempo se encontra tão árido, os caminhos cheios de pedregulhos e a minha sensibilidade toca o tecido da desproteção (quando a minha emoção estrangulada pelo peso das horas com cargas especificas), o choro não é acompanhado pelo teu sentir premonitório, que sempre se antecipava com aquele teu olhar imponente de certezas de mãe...

Esta minha pura, intensa e desfolhada saudade caminha pelos campos do teu olhar protetor, da tua gargalhada contagiante e das pétalas de sabedoria do teu jardim de palavras e silêncios! ...

Fico aqui no meu silêncio transbordante de ti, mãe!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Fotografia de Elizabeth Gadd.








terça-feira, 1 de maio de 2018

Irmão Sol



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És sempre
     Um sol anunciado
Com os teus gestos protetores
     Nos raios pousados
De palavras sábias...

Tu me conheces
No meu vestido de silêncio
Na raiz da minha sensibilidade.
A distância do tempo
E dos espaços
Nunca foi barreira
        Neste laço
Eterno de amor
      De irmãos.

Gosto de sentir
A tua mão presente
Nas lacunas das dores
Que a vida nos traz,
Sinto-me irradiar
Com a tua alma
De irmão sol!


Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Do Goggle

Dedicado ao meu irmão Jurandir Brainer.


sábado, 28 de abril de 2018

Calendário da Alma




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                                                  Desenganos na colagem
Dos dias ásperos
Sem destino.

Os degraus
Das horas
Na pureza do silêncio,
Refaz a paz
No alongamento
Das asas
No voo aos sonhos...

Aos poucos
O adormecer
Tolhido das rotinas,
Acorda o sentido através
Das janelas dos olhos
E a vida passa
Tão única,
Milagrosamente
Renovada
No seu altar
De significados.

A vida é sempre
Maior
Do que as poças
Dos choros
Recolhidos no
Calendário da alma...



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: do Google 

Aviso: Amigos(as), aos poucos voltarei a visitar os blogs de cada um, para o voo da partilha que tanto aprecio. Beijo e Abraço de Paz. Suzete Brainer.






quinta-feira, 19 de abril de 2018

Um Vazio a Cobrir Montanhas II




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A transparência de gestos simples
que fazem
a montanha tão perto do coração.

A condição humana nos rasgos
selvagens,
escurece às vezes o caminho,
mas os passos têm luz própria
neste vazio a cobrir montanhas,
num rastro azul de serenidade.

O infinito se veste em mim,
soprando
a simplicidade dos dias...




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Dorina Costras.



Aviso: No momento estou sem disponibilidade de tempo para                    visitar os blogs amigos, assim que puder, voltarei
            para o voo da partilha que eu tanto aprecio.
           Beijo e Abraço de paz!
           Suzete Brainer.



segunda-feira, 16 de abril de 2018

Poema José de Carlos Drummond







                                 Pernambucano Paulo Diniz (cantor, compositor e poeta)


          José



E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio 
 e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?




 

                  
                    

            Partilha: Este grandioso poema do mestre    poeta Carlos Drummond, foi musicado pelo              "arretado" (como diz na minha terrinha...) e         competente artista  Paulo Diniz. O grande mestre     poeta Drummond disse: "depois que o meu poema foi tão bem musicado, não consigo mais pensar no poema sem música!".  Beijo e Abraço de Paz. Suzete Brainer.

Dedicado ao povo brasileiro!! ( "José!, José, para onde?"...). 


                           















quarta-feira, 11 de abril de 2018

A Casa Sol




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                                        Uma festa
                                                   Passeia em mim...


                                       No porto
                                                 Dos meus olhos
                                       Alegria                                            
                                                Explode
                                       Em sol


                                     Deixo-me
                                              Correr
                                              Livre
                                    No vento
                                    Dos teus braços
                                            E a casa
                                          Felicidade
                                   Cresce entre nós.


             Suzete Brainer  (Direitos autorais registrados)
             Imagem: Obra de Angel Moon.