domingo, 22 de outubro de 2017

A Medida




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É de veludo a minha pele
a brotar as palavras
que me cabem e
livremente tocam os significados
irreverentes do meu olhar.

O meu livro
sem páginas
cria asas
no meu pensamento,
sobrevoando
no reconhecimento
a medida
da luz.




Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Alexandrina karadjova.



                     

8 comentários:

  1. O fascínio de ter asas, minha Amiga, para voar até um lugar sem sombras...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  2. Desejo que a vida te sorria sempre de forma a que o livro da tua vida seja cheio de paz e muita saúde!! Maravilhoso final de mês de Outubro para ti!!

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  3. Ganhas asas quando falas, Suzete, quando te fazes poesia
    É da pele, sim, que as palavras brotam,
    frias cortantes como gelo
    ou tórricas a arredondar arestas
    entre a noite e o dia:
    o dia se faz noite e
    a noite se faz dia.

    Bj.

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  4. Que continues irreverente e excessiva. A poesia não habita lugares comuns.
    Adoro ler-te, já sabes.
    Beijinho.

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  5. Maravilhoso post!
    As páginas podem ser demasiado aprisionadoras, o livro escreve-se de modo desalinhado dia após dia por um alma livre.
    Aprecio imenso a sua arte e sensibilidade, Suzete!
    Um enorme beijinho

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  6. As palavras, tirando-as em ímpeto, peças medidas no encaixe perfeito para compor as asas do sonho. Voar, voar nas asas da poesia...
    Beijos, minha querida amiga!

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