domingo, 5 de novembro de 2017

O Respirar Frágil da Minha Pátria




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 Mundos
     Desmoronam-se
Nas ruas
Das incertezas
Do respirar
   Frágil
Da minha Pátria

Um colar
    Doloroso
De perdas
Incalculáveis
Acumula-se
No calendário das horas...

Olhares de
   Tristeza
Guardam-se
No ponto do medo,
Verticalmente
A passear
Nas calçadas.
E no vazio das madrugadas,
Horizontalmente
   Dormem,
Presos ao desespero!



Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe. 

15 comentários:

  1. Brilhante poema, este!!

    Beijo e uma excelente semana.

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  2. As perdas. As incertezas. Os medos. Tudo leva uma Pátria a respirar com fragilidade.E não há cenários sossegados neste mundo tão cheio de inquietação...
    Um belíssimo poema, Suzete! Uma boa semana.
    Um beijo.

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  3. Há momentos em que dizer, seja o que seja, soará sempre como intromissão, se não mesmo abuso! Como intrometer uma palavra-outra (ainda que amiga e solidária) entre os “olhares de tristeza” da Poeta e as dores da Pátria, quando tão eloquentemente se fundem, como reflexo da mesma raiz e da mesma dor?

    Por isso saio-o em silêncio, amiga Suzete, registando apenas, com expressão do meu afecto, os votos para que o Povo-irmão do Brasil possa em breve ultrapassar este transe difícil da sua História

    Beijo

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  4. Olá Zuzete vim lá do blog da Lourdes, amei seu blog, amo poesias e já estou seguindo. Fique a vontade para conhecer o meu e seguir. Abraços

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  5. Parece Suzete que nosso viver é estar em constante canto da tristeza, por esta pátria mãe tão desbotada e sufocada pelos desmandos, que faz nossa gente desesperançada e cabisbaixa. Sua poesia grita dos porões e invade os salões de tapetes suntuosos dos que desgovernam do que surrupiam e apagam vidas sem nenhum temor.
    Uma semana maravilhosa para você.
    Beijo

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  6. Boa noite Suzete, que bonito. Adorei

    Bjos
    Boa Quarta-Feira

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  7. Nas esquina do tempo e da cidade, jovens que se afogam no vício, velhos que se agarram à mocidade. Gente que multiplica sonhos, gente que mata sonhos, ganância que rouba gente!
    E assim vai o mundo, Suzete, e nós incapazes de travar.
    Obrigada pela sua visita e gentileza e suas palavras. Também gostei do que vi, Verdade!
    Beijinho

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  8. O respirar da poesia no compasso da vida. Uns dias mais difíceis, outros nem tanto, uns dias de levaza outros a carregar nos ombros as incertezas. Grande beijo!

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  9. A incerteza é generalizada.
    Ainda que mais numas pátrias que noutras...
    Excelente poema, parabéns.
    Bom fim de semana, amiga Suzete.
    Beijo.

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  10. Quando se chega ao ponto do medo e ao vazio das madrugadas, como é frágil a vida! E o teu olhar de tristeza construiu um poema forte, belo e reflexivo.
    Que a esperança nunca nos abandone!

    Beijinhos, querida amiga Suzete.

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  11. Amiga Zuzete, grande verdade escreveste no lindo poetar. Mundos
    Desmoronam-se
    Nas ruas
    Das incertezas
    Do respirar
    Frágil
    Da minha Pátria
    Quantas incertezas e mais a esperança que melhore começa e faltar. Grata pela visita, e por seguir meu blog. Fiquei feliz! Seja sempre bem vinda. Abraços

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  12. Boa noite!
    Como de costume, estou aqui com o convite no 9º Poetizando e Encantando.
    A imagem para a temática, está muito deliciosa! Com certeza seu poetar vai ser maravilhoso!
    Uma dica! Na imagem tem algo que no PORTO se fabrica e é delicioso!
    O que será!!!
    Amanhã logo cedo postarei.

    Tenha uma noite de paz e que todas as manhãs
    você desperte com vontade de viver... E que nunca,
    de maneira alguma lhe falte FÉ para recomeçar
    um novo dia.
    Abraços, seja feliz!

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  13. Uma pátria que é o reflexo do mundo, com maior ou menor nuance. No fundo, as pessoas de bem são confrontadas com o vazio das soluções apresentadas, rejeitam-nas, mas teimam em olhar para o seu quintalinho, não se apercebendo da força do colectivo, duma vontade transversal às fronteiras geográficas e políticas.
    É bom questionarmos o mundo que nos rodeia, Suzete!

    Um beijinho :)

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  14. Quando José Afonso cantava "os vampiros" havia um povo, uma Nação transitado de medo. Mas a esperança não morreu. Não morrerá. Oxalá!!!
    Belo poema, Suzete.
    Bj.

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