sábado, 13 de janeiro de 2018

Negritude Solar...










Todos os silêncios recolhidos dentro da palavra, a semear do meu olhar o esquecimento das horas.

Há a sensação vagarosa da vida que não desiste dela mesma.

Há a lembrança da minha gata, a ficar na sombra dos meus olhos, como recado do amor eterno...

Um sorriso sempre me escapava das suas travessuras de gata insolente, que carregava o tempo na preciosidade imprescindível do carinho.

Existia nos seus olhos amarelos todo o movimento do dia, no percurso da dança, na alegria urgente da vida!

Ela com a sua negritude, trazia-me sempre o sol da esperança: o recomeço do meu sorriso...

Suzete Brainer (Direitos autorais registrados)

Imagem: Obra de Chistian Schloe.

  
  

14 comentários:

  1. Olá amiga! Lindo poema!
    Hoje como estou evitando ficar digitando devido está melhorando da tendinite, para que ela não volte, estou passando para deixar o meu carinho e lhe desejar um fim de semana feliz, com muita saúde e paz.
    Deixo também esse pensamento que que uma amiga me enviou e nos leva a reflexão.
    “Semeei flores... colherá o perfume. Semeei o carinho... colherá a amizade. Semeei sorrisos... colherá a alegria. Semeei a verdade... colherá a confiança. Semeei a vida... colherá milagres. Semeei a fé... colherá a certeza. Semeei o amor... colherá a felicidade”
    Abraços da amiga Lourdes Duarte

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  2. Uma lembrança, cheia de ternura e carinho.
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  3. Maravilhoso texto como sempre nos habitou. Parabéns

    Do Gil António, que se encontra doente, motivo porque não vos visita. Pedimos a compreensão. Hoje:- Luz no teu quarto ...Tentação do meu olhar
    .
    Bjos
    Bom Sábado.

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  4. Poema cheio de ternura. Lindo momento de composição.
    Bom fim de semana.

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  5. Fantásticamente bem escrito! Amei

    Beijos e bom fim de semana

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  6. Há quem diga que os gatos exprimem a personalidade dos donos
    “roubando-lhes” a alma
    Talvez, minha Amiga, a tua gata te “visite” para devolver a alegria roubada

    E finalmente te revelar o elixir da felicidade , que te espera

    Belissimo texto poético
    Adorei ler, Susete.

    Beijo

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  7. Gostei muito deste poema dedicado à sua gata. "Há a lembrança da minha gata, a ficar na sombra dos meus olhos, como recado do amor eterno..." Lindo!
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  8. Deixou-te um belo poema, querida Suzete. E da negritude ainda refulge a travessura da vida e a acendalha do teu sorriso.

    Tão belo, minha amiga!
    Carinhosa recordação.

    Beijinho.

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  9. Oii, passando para conhecer o blog, preciso dizer que gostei muito!
    adorei os versos, sintetizam muito sentimento e muita beleza.
    Tenha uma ótima terça feira!

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  10. Ai, como te compreendo... nada como nossos animais, nossa alegria tão fiel, é só amor, o mais puro. Ainda sofro com a ausência do nosso cãozinho que me fez feliz por muitos anos. Daria tanta coisa para tê-lo de volta. Podes crer que tua gatinha está num lugar que só tem amor, mora no teu coração pra sempre.
    Beijo, Suzete, assim são os animais, só carinho. E quando se vão, nada nos consola.

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  11. Sempre a olhou de perto e um olhar cheio de fantasia, nem por isso deixava de ser frágil o teu olhar, ainda que houvesse jura de amor eterno.
    E se não fosse essa troca tão pungente, hoje as suas mãos estariam vazias e o olhar incompleto.
    Porque ainda refulgem da negritude as travessuras, as palavras revelam a paixão dos humanos.
    Beijos, minha querida amiga!

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  12. Olá, Suzete!
    Sempre fui um apreciador da crônica em todas as suas formas, sendo que uma delas é a crônica poética, como as escreviam Rubem Braga e Paulo de Mendes Campos, este também poeta, como tu sabes. Falei desses dois importantes cronistas porque a tua belíssima crônica poética, "Negritude Solar..." tem a poesia e a sensibilidade das crônicas que escreveram (minhas leituras obrigatórias). Parabéns, minha amiga.
    Um beijo.
    Pedro

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  13. Olá, Susete
    Os animais inspiram-nos sentimentos duma pureza sem igual, e quando partem deixam uma enorme saudade (a falta que sinto do meu pequenino caniche que me deixou há seis anos!!!)
    O seu texto, recordando sua gatinha, é duma beleza e ternura contagiantes. Também se vive de recordações...
    Adorei!
    E a imagem é belíssima.

    Continuação de boa semana.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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  14. A tua inerente capacidade poética, só podia escrever um texto como este motivado pela perda da tua gatinha; um texto belíssimo, bem revelador da sua importância nos teus dias dias, como atesta o último parágrafo.
    Bjo, querida Suzete

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